Saiba sair do vermelho para nunca voltar

Personal accounting

Conta atrasada aqui, um gasto mais alto ali. Quando o consumidor começa a contrair novas dívidas para pagar as antigas, ele certamente já entrou no círculo vicioso do endividamento.

Especialistas afirmam que essa é uma situação muito comum no país e os motivos mais frequentes relatados por quem deixa de pagar os financiamentos são a perda do emprego ou as compras realizadas por impulso.

A tarefa de sair do vermelho é desafiadora, mas, com foco, planejamento e organização, é possível cumpri-la. Para isso, o primeiro passo é saber qual é a real situação das suas finanças e de suas dívidas. “Reveja seus hábitos de consumo e coloque no papel o ganho mensal e as despesas do mês”, diz Marcela Kawauti, economista-chete do SPC Brasil (Serviço de Proteção ao Crédito). “As pessoas têm comprado muito a prazo e parecem não estarem preocupadas em ter uma reserva financeira destinada para cobrir eventuais imprevistos”, comenta Marcela.

O consumidor deve ter atenção ao usar o cartão de crédito, recomenda o superintendente da CNL (Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas) Éverton Correia. “A renda do brasileiro é baixa e a necessidade de consumo é grande, mas evite utilizar o cartão de crédito. Opte por compras à vista”, diz.

Outra dica é conter compras por impulso ou por influência das promoções. “Elas acabam gerando gastos desnecessários”, alerta Correia.

Famílias têm dívidas

A proporção de famílias paulistanas endividadas subiu em março ante fevereiro subiu e muitos ficaram inadimplentes, de acordo com pesquisa da FecomercioSP (Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo).

Em março, 50,2% das famílias consultadas no levantamento declararam ter algum tipo de dívida, alta de 1,7 ponto percentual na comparação com fevereiro. O total de famílias no vermelho atingiu 1,9 milhão em março.