Incêndio destrói fantasias da Acadêmicos do Tucuruvi

MODELO EXTERNOUm incêndio de grande proporção no ateliê da escola de samba Acadêmicos do Tucuruvi, na zona norte, destruiu 90% das 2.000 fantasias e adereços que seriam usados pelas 27 alas no desfile da agremiação no Carnaval 2018, em 9 de fevereiro.

O fogo começou na madrugada de ontem e atingiu o segundo andar do galpão onde funciona o ateliê, na rua Bartolomeu de Torales, 200, na Vila Mazzei (zona norte). Ninguém ficou ferido.

A direção da escola de samba calcula prejuízos de aproximadamente R$ 1 milhão. Todas as fantasias da ala das baianas foram destruídas. A causa do incêndio está sendo investigada.

A Defesa Civil interditou o local. O Corpo de Bombeiros disse que o ateliê não tem o AVCB (Auto de Vistoria Corpo de Bombeiros), mas a escola alega ter o laudo.

A LigaSP, responsável pela administração e organização dos desfiles, disse que está apurando o caso e, por isso, ainda não se manifestou.

A Prefeitura Regional Santana/Tucuruvi disse que o galpão não possui alvará de funcionamento para nenhuma finalidade. “O proprietário será notificado para cumprir as devidas providências”, disse em nota.
O costureiro Aroldo Tavares dormia no local junto com mais três pessoas na hora do incêndio. Foi ele quem acordou os amigos. “Levantei com o barulho, vi a fumaça e corri para chamar meus colegas. Por pouco a gente não saiu de lá sem vida, disse.

O sobrado do aposentado Lourival Oliveira, 81 anos, que fica ao lado do ateliê, amanheceu com fuligens. “Acordei de madrugada com um policial militar pedindo para sair de casa”, disse.
Com enredo “Uma noite no museu”, a Acadêmicos do Tucuruvi será a terceira escola a entrar no sambódromo do Anhembi no primeiro dia de desfiles.

Diretorias conta com garra de integrantes

A diretora de ala Maria da Graça, 55 anos, acredita que a garra e a força de vontade de cada membro da Acadê­micos do Tucuruvi superarão a perda das 2.000 fantasias e adornos durante o incêndio que atingiu o ateliê da agre­miação ontem e farão bonito no primeiro dia de desfiles no Sambódromo do Anhem­bi, no dia 9 de fevereiro. “Sei que quase tudo virou cinzas e vamos correr contra o tem­po para reconstruir as fanta­sias, mas se for preciso que a gente vá apenas de calça e camisa branca, nós iremos”, disse Graça, que há 18 anos faz parte da agremiação.

Quem também mantém a esperança de fazer bonito na avenida é a Simone Molnar, do departamento feminino da escola de samba. “Foram seis meses de tra­balho árduo que infelizmen­te foram consumidos pelo fogo, mas não podemos bai­xar a cabeça. O Carnaval está chegando e temos que fazer bonito para representar bem a Acadêmicos e levar ale­gria”, disse.

Escola está em ascensão no Carnaval

Fundada em 1º de feverei­ro de 1976, a Escola de Sam­ba Acadêmicos do Samba do Tucuruvi vem crescendo den­tro do cenário carnavalesco de São Paulo nos últimos anos. Em 2017, ficou em sé­timo lugar entre as 14 esco­las do Grupo Especial.
Para este ano, a agremia­ção contratou Flávio Campe­llo como novo carnavalesco. Ele foi campeão pela Acadêmicos do Tatuapé em 2017. “O fogo destruiu todo o nosso projeto de Carnaval”, disse ele ontem.