Litro da gasolina chega a R$ 4,19 na capital

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Os consumidores da capital paulista e da Grande SP pagam mais caro pelos combustíveis desde ontem.

O reajuste ocorreu antes mesmo dos postos receberem o produto com os aumentos do PIS e da Cofins (contribuições para a seguridade). O decreto elevando os tributos foi publicado ontem.

O Agora percorreu dez postos na capital e na Grande SP. Em nove deles, os produtos estavam mais caros. Em média, o litro da gasolina subiu R$ 0,27, o do etanol, R$ 0,18 e o do óleo diesel, R$ 0,20.

O posto do Ipiranga, da Rede Duque, na rua Paula Ney, na Vila Mariana (zona sul), foi o posto com a gasolina mais cara. Lá, o litro do combustível está custando R$, 4,19. Antes, era comercializado por R$ 3,89. “Se a gente vende barato, o consumidor acha que é adulterado. Se vendemos caro, o cliente desaparece. Infelizmente , não temos o que fazer”, disse a gerente Fátima Silvana.

Felipe Arinella, dono de um posto na Liberdade (região central), considera o reajuste injusto. “Estamos pagando pelas besteiras que o governo cometeu ao longo do anos.”

A arquiteta Bruna Ferola, 28 anos, gasta R$ 50 por dia entre idas e vindas da zona sul ao centro da capital. Encher o taque já não está mais nos pensamentos dela. “O jeito é começar a buscar alternativas”, declarou.

O taxista José José Camargo, 61 anos, está preocupado com os seus gastos. “A pessoa que depende do carro para ganhar dinheiro, como eu, fica sem alternativa”, disse ele.

Gerentes entrevistados disseram que, com a alta, o movimento nos postos deverá cair até 30%.