Impor limites aos filhos é fundamental

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O limite é uma experiência afetiva que atinge pais e filhos. Ninguém sai ileso. Só quem é pai ou mãe sabe o quão difícil é dizer “não” ao filho. Sentimos pena, hesitamos e, às vezes, acabamos cedendo.

De acordo com o dicionário, a palavra limite é definida como “linha real ou imaginária, que limita e separa um território de outro”. Essa é a famosa linha que, se bem apresentada nos primeiros anos de vida da criança, fará com que ela esteja disposta a cumpri-la, evitando assim ataques de birra, esperneio e gritos dos pequenos.

Não existe receita pronta para criação dos filhos. Independentemente do estilo de educação adotado pela família, é preciso criar limites para que o desenvolvimento do seu filho seja saudável, tanto do ponto de vista psíquico quanto físico. É importante que as regras impostas sejam aplicadas na medida certa, sem muito autoritarismo ou excessiva permissividade. O diálogo diário entre pai e filho é fundamental na construção desse relacionamento.

Já deu para perceber que estabelecer regras é importante. Confira então algumas dicas que te ajudará a decidir qual a melhor conduta a ser tomada.

A importância das regras

Não tenha medo de impor regras e limites para seu filho desde a infância. Acostumá-lo com este processo logo cedo vai fazer com que ele respeite você e suas ordens em todas as etapas da vida. Comece impondo regras relacionadas a horários e estabeleça uma rotina, fazendo tudo do mesmo jeito, todos os dias.

Tenha autoridade

Se você já estabeleceu a regra, explicou as consequências e colocou os limites em prática, não há necessidade de repetir tudo o que foi combinado. Caso contrário, estimulará a quebra da regra por parte da criança, ou seja, ela conferirá se você realmente cumprirá com aquilo que acordado.

Esteja atento

Repense os limites impostos para que eles façam sentido no momento em que for necessário repreender a criança. É importante que os pais estejam na mesma sintonia, pois a criança deve perceber que o que vale para um, vale para outro.

Seja firme

Promessa é dívida! Se você estabeleceu a regra e também a consequência caso ela seja quebrada, coloque-a em prática. A criança passará a respeitar mais suas determinações ao perceber que você realmente cumpre a pena prometida. Mas cuidado. A punição não deve ser longa ou permanente. Se o castigo for por tempo indeterminado, chegará o momento em que a criança não se lembrará da razão pela qual está sendo punida e se sentirá injustiçada.

Imponha disciplina

Jamais passe a mão na cabeça do seu filho quando ele houver descumprido alguma regra imposta. Isso pode ser muito perigoso! Caberá a você decidir qual tipo de perda ele poderá sofrer, claro que com coerência. Exemplo clássico: não fez o dever de casa? Então não terá videogame!

Regras para sempre?

Vai depender de uma série de fatores pessoais, que varia de família para família. O importante é manter a rotina de regras enquanto eles estiverem sob seus cuidados. Para isso, é fundamental manter boa convivência. Lembrem-se: enquanto a casa é sua, as regras também devem ser!

Regras sem “folga”

Deixe claro para as crianças que as regras também valem para quando eles estão fora de casa. Se alguma norma for descumprida durante um passeio ou na casa de outra pessoa, as consequências devem ser aplicadas assim que os pequenos chegarem em casa. Converse com parentes ou amigos para que eles não permitam atitudes proibidas por você. Se isso acontecer, explique para a criança que a regra continua valendo em outros lugares também.

Participação dos filhos

Para os pequenos, que ainda não têm o discernimento do certo ou errado, é fundamental partir dos pais o estabelecimento dos limites. No entanto, com os adolescentes a história muda. Nessa fase, vale a pena apostar na participação deles na definição das regras, pois já estarão grandinhos e saberão quando estão fazendo alguma coisa certa ou errada.

Não desista!

Por fim, mantenha atitudes coerentes em relação às regras. Não desista na metade do caminho do que foi combinado, ou vai perder a credibilidade com as crianças. Garanta com que os limites impostos se adequem à vida cotidiana da família para que todos colaborem com o processo. Mantenha pulso firme!

 

Revista Condomínios & Residências 

junho/2017