Empresa transforma lixo em negócio em São Caetano

AGUAEconomizar água e diminuir a quantidade de lixo em casa é possível e menos complicado do que muita gente imagina. Em São Caetano, uma empresa tem investido pesado no desenvolvimento e comércio de cisternas, eco tanques e composteiras. “Desde a minha época de faculdade eu já enxergava a possibilidade de colaborar com o meio ambiente com composteiras e sistemas de capitação e reuso de água”, afirmou Rafael Grecco, 27 anos, biólogo e um dos proprietários da Casológica Sustentabilidade.

A empresa ainda é pequena. Além de um sócio, Grecco possui apenas três funcionários na linha produção. “Começamos em casa. Em seguida, fomos para um sítio e hoje temos sede própria”, contou o empresário. No local, os funcionários desenvolvem todos os produtos de forma manual e seguem padrões estabelecidos pela ABNT (Associação Brasileira de Normas Técnicas).

Os tambores para criação de cisternas e eco tanques, por exemplo, serviam para transporte de azeitonas. Reciclados, os reservatórios são capazes de armazenar até 240 litros de água de chuva. “É possível reaproveitar a água não potável para regar plantas, lavar quintal ou usar na descarga. Uma chuva forte já é o suficiente para pagar o investimento feito”, explicou o jovem. O valor dos tanques varia entre R$ 119 e R$ 299.

Minhocas
A compostagem é um processo biológico em que micro-organismos transformam matéria orgânica em adubo natural. O sistema desenvolvido pela empresa de Grecco é popularmente conhecido como minhocário. São três pavimentos plásticos empilhados: duas caixas digestoras e uma torneira na última caixa. As duas primeiras servem para formação do adubo orgânico com ajuda de minhocas. Na última será gerado o adubo orgânico líquido, também chamado de “chorume do bem”. “Em um mês e meio o adubo está pronto para ser aplicado em plantas”, explicou Grecco. O valor das composteiras vai de R$ 169 a R$ 329.

Atualmente a empresa recebe pedidos vindos de diversas regiões do Brasil. O biólogo comemora o sucesso de vendas. “Demorou para ter aceitação no mercado. A crise hídrica de 2014 ajudou alavancar as vendas”, revelou.

De acordo com a Abrelpe (Associação Brasileira de Empresas de Limpeza Pública e Resíduos Especiais), o Brasil produz 76 milhões de toneladas de lixo por ano. Desse montante, 30% poderiam ser reaproveitados, mas só 3% vão para reciclagem. “Infelizmente ninguém pensa em fazer algo com o lixo, mas o futuro da sustentabilidade será a reciclagem”, afirmou.