Cadeirantes têm dificuldades para utilizar ônibus em São Bernardo

BUSCadeirantes que moram em São Bernardo reclamam das dificuldades para usar o transporte coletivo. Eles alegam que parte dos veículos da SBC Trans, empresa responsável pelo transporte público na cidade, possuem elevadores quebrados ou com mau funcionamento, além de falta de piso baixo.

Um dos prejudicados é o cadeirante Robson Medeiros, 32 anos, morador do bairro Silvina. Para chegar ao CER (Centro Especializado de Reabilitação), localizado no bairro Rudge Ramos, e realizar sessões de fisioterapia, Medeiros, que é paraplégico, precisa pegar ônibus da linha 30 Balsa/Rudge Ramos todos os dias. Mas não é fácil subir no transporte público. “Há poucos ônibus adaptados em São Bernardo. Tem dia que fico até uma hora no ponto esperando chegar um ônibus que eu consiga subir. Dependo da sorte para conseguir levar minha vida normalmente”, desabafou.

De acordo com Robson, são sete ônibus operantes na linha 30, mas apenas dois possuem acesso universal. “Acessibilidade em São Bernardo não tem nenhuma linha 100%. Estão tirando minha independência”, declarou o rapaz que, além desta, afirma ter dificuldades para subir nos veículos das linhas 29, 67, 32A, 32, 01, 53 e 54. “Como arrumar emprego assim? Não sei nem que horas conseguirei chegar no serviço!”, criticou.

Tiago de Freitas, 34 anos, é tetraplégico e amigo de Medeiros. Diferentemente do colega, Freitas não depende do transporte público para chegar até o CER. Ele recebe carona dos familiares para ir até o local. “Quebro muita a cabeça para conseguir ir ao tratamento. Quando não consigo, o pessoal me ajuda”, contou. Segundo ele, tudo seria diferente se houvesse mais ônibus adaptados em circulação. “Eu iria tentar ir sozinho, mas hoje é praticamente impossível”, afirmou.

SBC Trans
O ABCD Maior questionou a empresa sobre a veracidade da reclamação nesta sexta-feira (31/03), mas até o momento o jornal não obteve retorno.