Mau uso do celular no ambiente de trabalho pode gerar demissão

celular-2O número de pessoas com acesso aos smartphones e redes sociais cresce a cada dia no Brasil. Em 2016, o país alcançou a expressiva marca de 168 milhões de celulares em uso, ou seja, é quase impossível encontrar alguém que não tenha um aparelho móvel e que não seja “viciado” em aplicativos de redes sociais, como WhatsApp, Facebook, Instagram ou Twitter.

Em muitas situações, o dispositivo eletrônico oferece funcionalidades que contribuem positivamente com nossas atividades do dia a dia, inclusive no trabalho. É o caso de aplicativos como agenda eletrônica, e-mail, calculadora, mapas e os famosos aplicativos (apps) de conversa que permitem comunicação com clientes, fornecedores e funcionários.

Entretanto, a facilidade de ter na palma da mão acesso a toda sua lista de amigos, às redes sociais e a enorme quantidade de aplicativos provoca conflito nas relações entre funcionários e empregadores, podendo comprometer a produtividade, incomodar os colegas e até mesmo levar a demissão por justa causa.

As legislações trabalhistas, no geral, não preveem regras para uso do aparelho celular no ambiente de trabalho, mas os artigos segundo e terceiro da CLT (Consolidação das Leis do Trabalho) especificam que uma das características do vínculo empregatício é a subordinação do empregado ao empregador, em outras palavras, o empregador pode proibir o uso de aparelhos celulares.

A criação desse regulamento interno não impede que o funcionário demitido por justa causa, devido ao mau uso do celular no ambiente de trabalho, corra atrás de seus direitos.

Para amenizar esse problema no dentro da corporação, muitas empresas têm editado regulamento interno sobre o uso do aparelho. Esse norma deverá ser afixada em locais onde todos os funcionários possam tomar conhecimento. No caso de novos contratados, é importante dar ciência dessa proibição a cada um deles já na admissão.  A empresa também pode estipular os níveis de penalidade. Inicia-se com advertência verbal. Depois, na próxima reincidência, advertência escrita. Caso não surta efeito, o empregador poderá demitir por justa causa esse empregado por ato de indisciplina e insubordinação.

Se você está na condição de empregador ou empregado, confira nossas dicas para evitar problemas como esses no ambiente de trabalho.

No caso de empregado

  • celular-3Mantenha o aparelho no silencioso: O som do seu aparelho pode incomodar e desconcentrar as pessoas em volta. Se for sair da sala, leve-o com você ou desligue-o. O barulho constante da vibração do celular em cima da mesa também pode atrapalhar.
  • Não utilize celular em reuniões: Caso esteja esperando uma ligação extremamente importante, procure informar os colegas presentes na reunião que você poderá precisar se ausentar por alguns instantes. Caso contrário, programe-se para resolver problemas após o horário da reunião.
  • Evite fotos ou filmagens:O ambiente de trabalho jamais deve ser exposto publicamente. Imagens não autorizadas podem trazer complicações.
  • Esqueça ligações prolongadas que não são de assuntos da empresa: Trate os assuntos particulares na hora do almoço ou fora do horário de expediente.
  • Fuja das redes sociais ou jogos: Durante o serviço, controle suas conversas de WhatsApp. Se possível, elimine grupos irrelevantes dos quais faça parte, pois ninguém merece ouvir seu celular vibrar toda vez que receber novos alertas de mensagem. Fuja também da curiosidade de acompanhar as atualizações do Facebook, Instagram ou Twitter.

No caso de empregador

  • celular-4Regulamento Interno: Documento deve conter explicações sobre os reais motivos pelos quais a empresa limita ou até mesmo restringe o uso do aparelho celular: concentração, segurança, foco e produtividade.
  • Orientação: Cabe aos líderes alertar os demais funcionários do setor para que o hábito seja adotado por todos.
  • Monitoramento: Se você percebe que o funcionário trata o celular como prioridade durante o horário de serviço, explique a ele que esse tipo conduta está interferindo no desempenho da companhia. Entretanto, busque diálogo saudável com o empregado, pois há momentos delicados na vida do profissional em que a empresa deve prestar suporte.

 

Revista Condomínios & Residências 

novembro/2016