Geração Z: Quem vai aturar esta geração de crianças mimadas?

TESTE FOTO OKCrianças e jovens, inteligentes, extremamente ligados à tecnologia, porém mimados, impacientes, superprotegidos e sem limites. Com vocês: Geração Z!

De acordo com dados do último censo demográfico realizado pelo IBGE, em 2010, o Brasil possuía 11,6 milhões de “Zs”. Ou seja, já representavam 6,0% dos 190,7 milhões de habitantes do país.

A Geração Z (em português, zapear) é a geração de crianças nascidas após o ano de 1995 que evoluiu lado a lado com os avanços tecnológicos, como videogames, computadores, celulares, TV a cabo, filmes e desenhos 3D e internet. A convivência diária nesse mundo virtual permite que um “Z” seja capaz de assistir televisão, usar o celular, ouvir rádio e navegar na internet tudo de forma simultânea. “Superar limites, quebrar barreiras, renovar o velho”. Essa é a missão deste grupo.

Se por um lado a tecnologia contribui para o desenvolvimento e a conquista de novos horizontes, o lado do relacionamento pessoal passa a ser prejudicado, transformando esses jovens em seres introspectivos e solitários. Hoje, eles passam horas na internet sem perceber com o que está a sua volta. Ter mais amigos nas redes sociais passou a ser mais importante do que ter amigos na vida real. Viver em sociedade passa a ser um grande problema no futuro.

A Geração Z também é taxada como a “Geração Silenciosa”. É mais fácil dar atenção aos fones de ouvido do que parar para ouvir os próprios pais repreendendo ou professores ensinando. Sequer estão preparados para ouvir um sonoro NÃO como resposta quando o pai não pode dar aquele brinquedo caro ou então bancar meia hora de diversão no playground de um shopping. São consumistas de mão cheia.

Portrait of handsome man in cook uniform smiling at camera during work

Planejamento econômico ou pechinchar na Rua 25 de Março, por exemplo, estão fora de cogitação. Ser novidade e estar na moda são atrativos para passar o cartão de débito ou crédito. E essa novidade passa num piscar de olhos. A rápida evolução tecnológica torna o objeto, que antes era desejo de consumo, ultrapassado e estimula novos gastos.

Esta facilidade em gastar se deve ao fato de que a garotada ainda sequer ingressou no mercado de trabalho. Portanto, não reconhece o verdadeiro valor do salário conquistado com esforço e suor. Nas gerações anteriores, a criança, com 10 anos, já ganhava alguns trocados ajudando os pais na roça para ter uma condição de vida melhor. Hoje, os “Zs” começam a pensar em trabalhar durante a faculdade, por volta dos 20 anos. Que fique bem claro que a ajuda financeira vinda dos pais precisa ser temporária, não pode se transformar em uma ajuda eterna. Caso contrário, você verá suas economias de anos indo para o ralo nas mãos de jovens despreparados.

Também está difícil encontrar tranquilidade e paciência em uma geração cujo perfil é ambicioso e imediatista, que não precisou navegar na internet com conexão discada. No mundo corporativo eles são realidade e esse comportamento tem dado o que falar. O jovem acaba de ser contratado por uma empresa e já quer saber se haverá promoção, aumento de salário ou plano de carreira. A hierarquia já não é bem vista e respeitada como na época dos “Baby Boomers” (nascidos entre 1945 e 1964) e nas Gerações X (entre 1960 e 1979) e Y (de 1980 a 1995). Caso não se adapte à realidade e aos costumes da empresa, simplesmente pede as contas, sem o menor peso na consciência, e joga a bomba para o pessoal do Recrutamento que terá que preparar uma nova seleção de candidatos para a vaga. Tal ansiedade para resolver as coisas do dia a dia para “ontem” pode prejudicar as relações familiares, amizades pessoal e profissional e impedir bons momentos na vida.

Seria culpa dos pais que pecaram em algum momento na criação dos filhos? Será que sociedade ainda não aprendeu a lidar com essa geração? Ou até que ponto a tecnologia tem participação na criação dos “Zs”? O importante é entender que não adianta tentar impor modelos únicos a uma geração que aprendeu a ser múltipla. É comprovado que os “Zs” necessitam atingir a maturidade para usá-la como ferramenta e assim enfrentar a vida como adultos. Enquanto ele estiver em casa, mas não arrumar a cama; estiver na escola, mas contar as horas para ir embora ou estiver no serviço, mas sem foco o “Z” poderá comprometer futuras gerações.

Revista Condomínios & Residências

outubro/2015