Música e arte agitam São Caetano (SP)

FANFARRANo fim de semana, o Ginásio Poliesportivo Milton Feijão foi palco para a 12º Festival de Bandas e Fanfarras de São Caetano. Lá, estudantes de 18 escolas do município (ensinos Fundamental e Médio) mergulharam fundo na proposta e tiraram som de trompetes, bumbos e surdos, sem contar as apresentações de coreografias, marchas e evoluções. Teve até formação orquestral. Dividido em dois dias (no sábado, sete escolas se apresentaram), o evento reuniu quase 1.000 alunos, focados em fanfarras ou bandas marciais. A Emef (Escola Municipal de Ensino Fundamental) Ângelo Raphael Pellegrino foi a primeira a se apresentar. Ao final de cada exibição, a corporação recebia um troféu. “É um evento esperado por todos. Agradecemos a presença das famílias e moradores da cidade”, declarou o prefeito de São Caetano, Paulo Pinheiro (PMDB).

ORIGEM

Criado em 2003, o Projeto Social Cultural Bandas e Fanfarras leva música e arte a 18 escolas da rede municipal de ensino. “Você cria um aprendizado musical e desenvolve a coletividade que refletirá no futuro”, afirmou o secretário de Cultura, Jander Cavalcanti de Lira. A coordenadora do projeto, Renata Rainatto, engrossou o coro. “O programa colabora para o melhor rendimento escolar e os tornam mais responsáveis e organizados”, disse.

De acordo com a Secretaria de Educação, são gastos, anualmente, R$ 300 mil para a manutenção do projeto.

James Yamauti, 46, respira fanfarra desde que tinha 12 anos. Hoje, ele é trompista da Orquestra Municipal de Santos e, há dois anos, é instrutor de fanfarra na Emef Professor Olyntho Voltarelli Filho. “Isso (a fanfarra) cria o desejo pela música e desperta nos alunos o interesse de produzir música de qualidade”, enfatizou.

Há uma semana, Júlia Bortoletto, 12, toca trompete na banda marcial Emef Elvira Paolilo Braido. “Vi meus amigos tocando e também quis participar”, contou. “Depois que entrei, me senti mais alegre”, acrescentou João Victor Vagliengo, 10.

Elenice Tonoli, 70, mora em São Caetano há 35 anos e sempre prestigiou o evento. “Fica até difícil saber qual é a mais linda”, elogiou.

Cristina Rosa Silva, 52, é filha de Elenice. Além de assistir à filha, que faz parte da linha de frente da banda marcial EE Professora Yolanda Ascêncio, a dona de casa teve dois filhos que participaram da organização. “Para mim é uma satisfação ver meus filhos envolvidos com o projeto”, frisou.

Lívia e Marina, 10, são (filhas gêmeas) de Fernanda Ucliana Ortega, 38. Elas ensaiam semanalmente por uma hora. A mãe das garotas afirma que o dia é sagrado. “Elas não faltam em um só ensaio.”

Para encerrar o evento, as 18 escolas tocaram, simultaneamente, a música Crunch Time, do compositor norte-americano James Swearingen.